segunda-feira, 26 de maio de 2008

Redação - A Argumentação
A argumentação é um recurso que tem como propósito convencer alguém, para que esse tenha a opinião ou o comportamento alterado. Sempre que argumentamos, temos o intuito de convencer alguém a pensar como nós.
No momento da construção textual, os argumentos são essenciais, esses serão as provas que apresentaremos, com o propósito de defender nossa idéia e convencer o leitor de que essa é a correta.
Há diferentes tipos de argumentos, a escolha certa consolida o texto.
Argumentação por citação:
Sempre que queremos defender uma idéia, procuramos pessoa ‘consagradas’, que pensam como nós acerca do tema em evidência.
Apresentamos no corpo de nosso texto a menção de uma informação extraída de outra fonte.
A citação pode ser apresentada assim:
Assim parece ser porque, para Piaget, “toda moral consiste num sistema de regras e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras” (Piaget, 1994, p.11). A essência da moral é o respeito às regras. A capacidade intelectual de compreender que a regra expressa uma racionalidade em si mesma equilibrada.
O trecho citado deve estar de acordo com as idéias do texto, assim tal estratégia poderá funcionar bem.
Argumentação por comprovação
A sustentação da argumentação se dará a partir das informações apresentadas (dados, estatísticas, percentuais) que o acompanham. Esse recurso é explorado quando o objetivo é contestar um ponto de vista equivocado.
Veja:
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, lança hoje o Mapa da Exclusão Educacional. O estudo do Inep, feito a partir de dados do IBGE e do Censo Educacional do Ministério da Educação, mostra o número de crianças de sete a catorze anos que estão fora das escolas em cada Estado. Segundo o mapa, no Brasil, 1,4 milhão de crianças, ou 5,5 % da população nessa faixa etária (sete a catorze anos), para a qual o ensino é obrigatório, não freqüentam as salas de aula. O pior índice é do Amazonas: 16,8% das crianças do estado, ou 92,8 mil, estão fora da escola. O melhor, o Distrito Federal, com apenas 2,3% (7 200) de crianças excluídas, seguido por Rio Grande do Sul, com 2,7% (39 mil) e São Paulo, com 3,2% (168,7 mil). (Mônica Bergamo. Folha de S. Paulo, 3.12.2003)
Nesse tipo de citação o autor precisa de dados que demonstre sua tese.
Argumentação por raciocínio lógico:
A criação de relações de causa e efeito é um recurso utilizado para demonstrar que uma conclusão (afirmada no texto) é necessária, e não fruto de uma interpretação pessoal que pode ser contestada.
Para a construção de um bom texto argumentativo se faz necessário o conhecimento sobre a questão proposta, fundamentação para serem realizados com sucesso.

domingo, 25 de maio de 2008

"Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas
da Folha Online

O filme "Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas. Mais do que a envolvente denúncia da banalização do mal no Brasil, na qual policiais e bandidos se transformam em animais e criminosos, o filme provoca uma reflexão sobre a responsabilidade individual.

O inocente consumidor de maconha, sentindo-se conectado com a natureza ou com a leveza espiritual, ou o alto executivo que consome cocaína são apresentados também como sócios do tráfico --e com razão.

É fácil apenas culpar o governo, a polícia, os traficantes, e assim por diante. Mais difícil é nos culparmos --e, aí, está um dos problemas brasileiros. A culpa é sempre dos outros. Vejamos:
Muito mais do que as drogas, o que mais mata no Brasil é o álcool, uma das causas das cem mortes diárias e mais de 100 mil feridos por ano no trânsito. Nem os publicitários nem os veículos de comunicação que exibem os anúncios de cerveja, com sedutores apelos, se sentem minimamente responsáveis por essa tragédia. A culpa? Só do governo.

Um motoboy morre por dia apenas nas ruas da cidade de São Paulo (e mais 25 por dia ficam feridos). Isso porque contratam-se empresas irresponsáveis de entrega. Mesmo sabendo que já existe um selo de qualidade para motofrete. A culpa? Só do governo.

As pessoas emporcalham as ruas com lixo apenas porque não têm paciência de jogá-lo em algum lugar apropriado. Madames não se incomodam que seus cachorros façam das calçadas banheiros. A culpa? Só do governo, que não limpa as ruas.

O governo sobe os impostos sem parar assim como c ontrata novos funcionários públicos sem parar. Pouco se faz contra essa extorsão. Nem mesmo sabemos como o orçamento é feito. De quem é a culpa? Do governo.

Deputados, senadores, vereadores cometem crimes e fazem negociatas, mas pouco acompanhamos seus mandatos. Durante a campanha, preferimos o show do marketing à análise de propostas. Até nos esquecemos em quem votamos. De quem é a culpa? Dos políticos.

Não quero deixar, claro, de responsabilizar os governos. Mas apenas dizer que, num mundo civilizado, todos deveriam saber não só quais são seus direitos mas também seus deveres. Isso é o básico de cidadania, cuja discussão o filme, através da droga e da violência, lança com alto teor pedagógico --portanto, deveria ser obrigatório nas escolas.

É um bom debate para que saiamos dessa adolescência da cidadania, com muitos direitos e poucos deveres.

Assim como é obrigatório pensarmos que, no futuro, a droga não será um problema de polícia, mas apenas de saúde pública. Não sei se a repressão não acaba fazendo mais mal do que bem no combate ao vício.

Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz.
Na hora de contratar, empresas valorizam atitude de aluno
da Folha de S.Paulo

Investir uma parte do dia, que poderia ser preenchida com lazer, em uma atividade extracurricular pode ser penoso, mas vale a pena na hora de arrumar um emprego. Grandes empresas valorizam quem busca outras tarefas além das oferecidas pela faculdade.

"É um adicional no currículo", afirma Raimundo Ramos, gerente de recursos humanos da Volkswagen no Brasil. "Se eu tiver dois candidatos com as mesmas qualidades e um deles participou dos grupos de baja [montagem de carrinhos], este vai ter muito mais chance", diz.

O mesmo ocorre na Embraer. "O fato de o candidato ter feito as provas de aeromodelismo, por exemplo, mostra que ele é uma pessoa que busca novos conhecimentos", diz Eunice Rios, diretora de recursos humanos da empresa.

E os estudantes sabem disso: "Quando eu for procurar um trabalho, o meu futuro empregador vai dar valor ao que faço", diz o universitário Rodrigo Okamoto, 21, que monta miniaviões após as aulas da Poli.

Rivana Basso, vice-reitora da FEI, concorda: "Os alunos que participam destas atividades são os primeiros a arrumar trabalho".

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O Ministério da Educação (MEC) estuda mudanças para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009.
O objetivo, segundo informou nesta quarta-feira (21) Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), é permitir a comparação entre as notas de diferentes edições da prova.
“O Enem é uma prova clássica que tem bastante sucesso de público. Mas ele tem uma deficiência de medida, pois os anos não são comparáveis”, explicou Fernandes. Em 2007, por exemplo, as médias da avaliação subiram bastante e a prova foi considerada mais fácil pelo Inep - o que dificulta a seleção dos melhores alunos, já que todo mundo que é mais ou menos bom fica com nota alta. Para quem presta vestibular, a mudança pode ser um grande auxílio. Isso porque a maior parte dos processos seletivos permite apenas a utilização da nota do último Enem realizado.
Atualmente, quem fez Enem em 2006 e quer prestar vestibular em 2008, não pode usar a pontuação antiga. A mesma restrição existe para quem busca uma bolsa de estudos pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), do governo federal. De acordo com as regras atuais do programa, só quem fez a última edição do Enem pode disputar. Se todos os exames tiverem o mesmo grau de dificuldade existe a possibilidade da restrição ser eliminada.

“Existe uma equipe trabalhando na mudança. E já há estudos anteriores que vão ser recuperados”, disse Fernandes. A alteração não é simples: diversos modelos estatísticos estão sendo discutidos e elaborados para levar à forma final do Enem.
Provas diferentes
Outra alteração na vida dos candidatos é que a prova com 63 questões objetivas pode deixar de ser única para todo o país. Na prática, isso significa que os candidatos podem responder a questões diferentes.

“Algumas questões passariam por todos os exames e outras não. A idéia é que o estudante não perceba a diferença com a alteração, porque não vai mudar o conteúdo que cai na prova”, explica Fernandes Para que o Enem seja comparável de um ano para outro, a equipe do Inep terá de pré-testar o exame. Com isso, será necessário elaborar um número bem maior de questões.
Padrão internacional

O Enem é a única avaliação do MEC que não pode ser comparada de ano para ano. Todas as outras podem ser estudadas no tempo, como acontece com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mede o desempenho de estudantes de 57 países em domínio da língua, matemática e ciências. Segundo Andreas Schleicher, responsável pelo Pisa, elaborado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a mudança do Enem é um desafio.
“A avaliação tem de ser relevante para o momento em que é aplicada. Não se deve congelar um exame só para que se possa fazer as comparações. Mas o Enem é uma prova nova e sempre tem de passar por melhoras”, afirmou. O anúncio das mudanças foi feito em entrevista após o V Seminário de Outono, promovido pela Fundação Santillana e pela Editora Moderna.
Fonte: G1- Vestibular e Educação

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Mercado de trabalho:

Publicidade

Muita gente pensa que o trabalho criativo das propagandas divulgadas em revistas, televisão e outdoors é a única atividade do profissional de publicidade e propaganda. Estão enganadas. As propagandas que vemos nos meios de comunicação são o resultado final de um amplo trabalho que não envolve só criação.

A função básica do profissional dessa área é vender o produto do seu cliente ou empregador, que pode ser uma mercadoria (indústria e comércio), uma imagem (políticos e artistas) ou idéias (partidos políticos). Para tal, o profissional de publi cidade e propaganda deve realizar um amplo trabalho que passa por diversas fases. Começa com um planejamento junto ao cliente, passando por pesquisas de opinião, definição de público-alvo, definição dos veículos que serão utilizados para divulgação e, por fim, após a análise desses e de outros fatores, chega-se finalmente ao trabalho de criação.

O mercado de trabalho para esse profissional, na atualidade, mostra-se muito promissor. Isso porque o aumento da concorrência e da oferta de produtos no mercado, somadas à grande entrada das multinacionais provocou um certo aquecimento do setor e uma maior solicitação dos serviços do publicitário.

O profissional de publicidade e propaganda pode trabalhar tanto para agências, atuando com diversos clientes e produtos, quanto para empregadores fixos, atuando sempre com um mesmo cliente e produto. No geral, as ofertas de empregos em agências são mais limitadas e, conseqüentemente, as vagas são mais concorridas.

O mercado também se ampliou muito com a revolução da Internet, havendo diversas contratações na área de publicidade on line. Mas essa é uma área que ainda está se estruturando, construindo um estilo próprio, visto que é diferente, tanto em linguagem e recursos, quanto em público, dos meios de comunicação tradicionais. É uma área promissora visto que existem poucos profissionais especializados.

Entre as características pessoais que um publicitário deve Ter, podemos citar: criatividade, capacidade de convencimento, capacidade de pensar e agir sobre pressão, dinamismo, espírito competitivo, habilidade para trabalhar em equipe, ousadia, entre outras.

As matérias iniciais do curso de Publicidade são Sociologia, Antropologia, Filosofia, Psicologia do Consumidor, Mercadologia, Marketing e Comunicação Comparada.
Para o vestibular 2009, a UERN mantém a mesma relação de livros de 2008
Os livros são:
O Ateneu (romance) - Raul Pompéia;
Crônicas 6 - Carlos Eduardo Novaes, José Carlos Oliveira, Lourenço Diaféria e Luis Fernando Veríssimo (Coleção para Gostar de Ler 7) – Editora Ática;
Viagem (poesia) - Cecília Meireles;
O Recado do Morro (novela) Guimarães Rosa (in No Urubuquaquá, no Pinhém, Nova Fronteira/RJ);
Dez Cordéis num Cordel Só (poesia popular) Antônio Francisco (Literatura Potiguar) Edições Queima Bucha.
Caro Alex,

Infelizmente, as inscrições para o vestibular à distância para o curso de administração da Universidade Federal do Ceará (UFC) foram encerradas no dia 18 de maio, assim como os demais cursos presenciais do segundo semestre desta instituição.
Esperamos em breve a UFRN abrir inscrições para os novos cursos à distância em todo o Estado, inclusive em Martins, onde será aberto o curso de biologia. O ano passado, as inscrições aconteceram em agosto e o processo seletivo é pouco concorrido. Assim que o edital for publicado, divulgaremos aqui.

Um abraço.

Equipe do Cursinho Integração.