sexta-feira, 4 de maio de 2007

INSCRIÇÕES ABERTAS


Cursinho pré-vestibular da UFRN abre inscrições

O Departamento de Educação da UFRN está com as inscrições abertas para o PROCEEM – Programa Complementar de Estudos do Ensino Médio, projeto da Pró-Reitoria da Graduação que oferece cursinhos preparatórios para alunos de ensino médio. As inscrições foram abertas nesta segunda-feira, 23, e permanecem até o dia quatro de maio, no período das 9 às 12h e das 14 às 17h, na Coordenação do Curso de Pedagogia, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas - CCSA.São necessárias a cópia do histórico ou certificado de conclusão do Ensino Médio ou a declaração de que é aluno do terceiro ano de escola pública, CPF e cópia de comprovante de residência.O PROCEEM tem como objetivo oferecer cursos preparatórios para exames vestibulares a estudantes da rede de ensino público, atendendo, principalmente, à comunidade afro-descendente e indígena. O projeto, financiado pela UNESCO, faz parte do Programa do Ministério da Educação Diversidade na Universidade.As atividades do programa contemplam aulas em que será oferecido ao aluno, dentro das disciplinas exigidas para os exames, um enfoque em temas interdisciplinares como inclusão social, ética e cidadania. As aulas serão ministradas por alunos da Universidade, bolsistas do programa. Mais informações: 3215-3524

VESTIBULAR DA UERN 2008

COMPERVE DIVULGA RELAÇÃO DE OBRAS LITERÁRIAS

A Pro-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG) através da Comissão Permanente de Vestibular (COMPERVE) divulga a relação de obras literárias que serão utilizadas no Processo Seletivo Vocacionado 2008 (PSV/2008).

A relação é a seguinte:

O Ateneu (romance) - Raul Pompéia;
Crônicas 6 - Carlos Eduardo Novaes, José Carlos Oliveira, Lourenço Diaféria e Luis Fernando Veríssimo (Coleção para Gostar de Ler 7) – Editora Ática;
Viagem (poesia) - Cecília Meireles;
O Recado do Morro (novela) Guimarães Rosa (in No Urubuquaquá, no Pinhém, Nova Fronteira/RJ); e
Dez Cordéis num Cordel Só (poesia popular) Antônio Francisco (Literatura Potiguar) Edições Queima Bucha.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

HOJE

Haverá aula de Biologia (Hildo Filho) e Física (Ranieri Teixeira).

quarta-feira, 2 de maio de 2007

DE OLHO NO FUTURO

Atualmente dois cursos que apresenta um bom mercado de trabalho é Engenharia de Produção e Ciências da Computação. O mercado está carente desses profissionais. Para nossa felicidade os dois cursos são oferecidos em Mossoró na Ufersa e Uern. Postanto, antes de escolher sua futura profissão é bom analisar o mercado. Hoje mostrarei o perfil da Engenharia de Produção e amanhã o de Ciências da Computação.

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

A Engenharia de Produção dedica-se à concepção, melhoria e implementação de sistemas que envolvem pessoas, materiais, informações, equipamentos, energia e o ambiente. Ela é uma engenharia que está associada as engenharias tradicionais, porém, é a menos tecnológica na medida que é mais abrangente e genérica, englobando um conjunto maior de conhecimentos e habilidades, para que utilizando-se desse conhecimento especializado em matemática, física e ciências sociais, em conjunto com análise e projeto de engenharia, ela possa especificar, prever e avaliar os resultados obtidos por tais sistemas.

De modo geral, a Engenharia de Produção, ao enfatizar as dimensões do produto e do sistema produtivo, encontra-se com as idéias de projetar produtos, viabilizar produtos, projetar sistemas produtivos, viabilizar sistemas produtivos, planejar a produção, produzir e distribuir produtos que a sociedade valoriza. Essas atividades, tratadas em profundidade e de forma integrada por esta engenharia, são de grande importância para a elevação da competitividade do país.

Evolução da linha de montagem de carros - Engenharia de Produção

História

Durante o século XIX ocorreu uma revolução que mudou para sempre a forma do homem trabalhar, de pensar, de produzir... mudou para sempre a relação do homem com a máquina. Essa revolução teve origem na Inglaterra e logo se espalhou para o resto do mundo. Esse fato histórico ficou denominado "Revolução Industrial". Com o progresso no setor industrial da época, surgiu a necessidade de organizar e administrar complexos sistemas de produção; nascendo aí a Engenharia de Produção, que em meio a esse processo, fincou suas bases. Contudo, foi no início deste século que a sua difusão foi intensificada, fundamentando-se basicamente na indústria metalo-mecânica. Outros fatores como o recente desenvolvimento japonês e a adoção da temática da Qualidade & Produtividade como pontos centrais nas empresas e organizações privadas, públicas, industriais, serviços e de governos, consolidaram essa difusão. Em sua origem, ela iniciou-se com o nome de Engenharia Industrial sendo preconizado por F.W. Taylor, Frank e Lillian Gilbreth, H.L. Gantt, Walter A. Shewart, Henry Fayol, dentre outros. Para mais tarde, com o advento da produção em massa, difundida por Henry Ford, a Engenharia Industrial ganhasse grande destaque mundial. No Brasil, desenvolveu-se com o nome de Engenharia de Produção, a partir de 1950.


A Engenharia de Produção nasceu dentro da Engenharia Mecânica e por isso se dedicou inicialmente aos sistemas físicos. Na década de setenta, notou-se mesmo no Brasil, que os conceitos e métodos próprios da Engenharia de Produção ganharam notável desenvolvimento e tornaram-se independentes de qualquer área tecnológica sendo aplicada a todas as áreas clássicas das engenharias. A Engenharia de Produção é uma habilitação específica derivada de qualquer uma das seis grandes áreas da engenharia. Assim, existem cursos de engenharia de produção elétrica, de produção civil, de produção mecânica, etc.

Mercado de Trabalho

A abertura da graduação do curso ocorreu em 1957, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP). E, na situação atual de retração do mercado de engenharia no Brasil, o mercado de Engenharia de Produção, mesmo tendo pouco tempo, é o que desfruta da melhor situação. Todos os Engenheiros de Produção vêm conseguindo boas colocações no mercado principalmente em função do seu perfil que coincide com o que se está demandando nos dias de hoje: um profissional com uma sólida formação científica e com visão geral suficiente para encarar os problemas de maneira global.

Em 1970, o mercado de trabalho do Engenheiro de Produção no Brasil começou a se tornar bastante abrangente envolvendo todos os setores da economia, desde o primário (relativo às atividades de extrativismo, pecuária, agricultura, etc.), passando pelo secundário (toda a indústria de transformação) até o terciário (setor de serviços).

O ponto em comum entre os setores citados acima é o dinamismo e sua alta taxa de crescimento. São setores que têm crescido mesmo quando a economia como um todo tem se estagnado e todas as previsões são unânimes em considerá-los como extremamente promissores no futuro. O que chama a atenção dos estudantes que protagonizaram o aumento da procura desta área.

Organizações Empregadoras

  • As indústrias de uma maneira geral, como a de construção, automóveis, alimentos, agroindústria, eletrodomésticos, equipamentos, etc.;
  • Empresas de serviço de uma maneira geral, como a de transporte aéreo, Internet, consultorias, etc.;
  • Grandes empresas privadas de petróleo, concessionárias de telefonia, bancos (na parte operacional), seguradoras, fundos de pensão, bancos de investimento, etc.

Perfil Profissional

Em 1966, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), surgiu o primeiro curso de Pós-graduação (mestrado). O que fez com que o campo de atuação do Engenheiro de Produção se diversificasse cada vez mais. Os aspectos relacionados à gestão dos sistemas produtivos, vindo a ser o que é considerado hoje como uma base tecnológica própria da Engenharia de Produção. Com as recentes mudanças estruturais e organizacionais desses sistemas de produção e a evolução dos cursos de Engenharia de Produção, os profissionais egressos desta modalidade têm se mostrado também, hábeis empreendedores e capazes de atuar nas mais diversas organizações da sociedade.

O perfil do Engenheiro de Produção pressupõe espírito crítico, criatividade e consciência em relação à sua atuação técnica, política, econômica e social. Pois bem, ele vem se mostrando um profissional versátil, considerando a interdependência entre os vários segmentos empresariais, levando em consideração o desenvolvimento de novas máquinas, novos processos de produção e sua manutenção, agindo no sentido de planejar, orientar, supervisionar, inspecionar e controlar a produção de bens e serviços, elaborar, executar e acompanhar projetos buscando a otimização dos sistemas produtivos. Outro aspecto observado neste profissional é a capacidade de adaptação rápida em diferentes funções, praticadas em ambientes altamente competitivos.

Competências Científicas

  • Sólida formação em ciências básicas e formação fundamental profissional;
  • Capacidade para enfrentar e solucionar problemas e para buscar contínua atualização e aperfeiçoamento;
  • Capacidade de utilização da informática como instrumento de trabalho;
  • Domínio das técnicas básicas de gerenciamento e administração dos recursos utilizados na profissão;
  • Capacidade de trabalho em equipes multidisciplinares;
  • Capacidade prática de abordagem experimental;
  • Capacidade de analisar e otimizar processos.
  • Formação ético-profissional.

É importante destacar que a formação do engenheiro não é apenas tecnológica, mas também de uma consciência crítico-social, capaz de manter vínculos humanísticos e técnicos, enfatizando que a Engenharia de Produção se presta ao serviço de sustentação, manutenção e promoção da pessoa humana e do seu ambiente de trabalho.

Competências Pessoais

  • Capacidade de dimensionar e integrar recursos físicos, humanos e financeiros a fim de produzir, com eficiência e ao menor custo, considerando a possibilidade de melhorias contínuas;
  • Capacidade de utilizar ferramental matemático e estatístico para modelar sistemas de produção e auxiliar na tomada de decisões;
  • Capacidade de projetar, implementar e aperfeiçoar sistemas, produtos e processos, levando em consideração os limites e as características das comunidades envolvidas;
  • Capacidade de prever e analisar demandas, selecionar tecnologias e know-how, projetando produtos ou melhorando suas características e funcionalidade;
  • Capacidade de incorporar conceitos e técnicas da qualidade em todo o sistema produtivo, tanto nos seus aspectos tecnológicos quanto organizacionais, aprimorando produtos e processos, e produzindo normas e procedimentos de controle e auditoria;
  • Capacidade de prever a evolução dos cenários produtivos, percebendo a interação entre as organizações e os seus impactos sobre a competitividade;
  • Capacidade de acompanhar os avanços tecnológicos, organizando-os e colocando-os a serviço da demanda das empresas e da sociedade;
  • Capacidade de compreender a inter-relação dos sistemas de produção com o meio ambiente, tanto no que se refere a utilização de recursos escassos quanto à disposição final de resíduos e rejeitos, atentando para a exigência de sustentabilidade;
  • Capacidade de utilizar indicadores de desempenho, sistemas de custeio, bem como avaliar a viabilidade econômica e financeira de projetos;

Áreas de Atuação

Em 1972 foram criados os cursos de doutorado na EPUSP e na COPPE/UFRJ. O que ajudou a dinamizar a área e os pontos de atuação do Engenheiro de Produção. Com maiores especializações, as atividades de atuação estão sendo relacionadas ao desenvolvimento de projetos, à aplicação de métodos gerenciais, ao uso de métodos para melhoria da eficiência das empresas e à utilização de sistemas de controle dos processos das empresas.

Assim, de uma forma geral, tudo o que se refere ao planejamento, programação e controle de compras, produção e distribuição de produtos constituem atividade da Engenharia de Produção.

Áreas de atuação destacadas

  • Área de operações, envolvendo a distribuição dos produtos, controle dos suprimentos, etc.;
  • Área financeira, incluindo o controle financeiro, o controle de custos, a análise de investimentos, etc.;
  • Área de marketing, tratando do planejamento e desenvolvimento de produtos, mercados a serem atendidos, etc.;
  • Área de planejamento, abrangendo os setores estratégico, produtivo, financeiro, etc.

Problemas tratados

  • Melhoria e garantia da qualidade dos processos: implanta e desenvolve sistemas de garantia da qualidade (como os Sistemas ISO 9000), focando, sempre, a qualidade do produto e o cliente.
  • Produtividade focada em estratégias de manufatura: atua na organização e planejamento do fluxo de produção, redução de estoques, diminuição do tempo de atravessamento, otimização e racionalização de processos, entre outras atividades.
  • Projeto de produtos ergonômicos: dedica-se a projeto de softwares ergonômicos, gestão de projetos e da inovação, redução do tempo de produção nominal em uma nova fábrica, transferência de tecnologia e de seu domínio efetivo.
  • Organização do trabalho em sistemas complexos: volta-se para a formação, qualificação e desenvolvimento de competências adequadas a novas tecnologias.

Exemplos de atuação

Na gestão do trabalho e da empresa

  • Elaboração de planos para avaliação de cargos e sistemas de incentivos;
  • Elabora planos para identificar e resolver problemas de alocação de recursos;
  • Atua em programas de higiene e segurança do trabalho;
  • Participa e colabora na seleção e treinamento de pessoal;
  • Realiza a interface entre as áreas administrativas e técnicas da empresa.

Na área de planejamento industrial

  • Realiza estudos sobre a localização geográfica da empresa e planejando o arranjo físico de suas instalações;
  • Desenvolve estudos de viabilidade técnico-econômica para aplicação de capital no processo industrial;
  • Conduz programas de redução de custos;
  • Elabora e calcula lotes econômicos e séries de produção, bem como previsões de venda;
  • Estabelece políticas de administração e controle de estoques e reposição de equipamentos;
  • Presta assistência no desenvolvimento de máquinas, ferramentas e produtos e no desenvolvimento de políticas e procedimentos;
  • Acompanha e supervisiona a operação de materiais e equipamentos.

Como gestor do sistema produtivo

  • Desenvolve projetos e faz o planejamento para controlar a produtividade ou eficiência operacional de uma empresa, conjugando os recursos humanos e materiais disponíveis, visando ao aumento da produção com o menor custo possível;
  • Desenvolve métodos de otimização do trabalho;
  • Cria procedimentos para programação e controle de produção;
  • Desenvolve programas de controle da qualidade;
  • Apresenta modelos de simulação para problemas administrativos complexos.

Disciplinas estudadas

O curso é estruturado por cinco conjuntos de disciplinas destinadas ao desenvolvimento das competências

  • Profissional (incluindo matérias como organização industrial, controle da qualidade, pesquisa operacional, estudos de tempos e métodos, planejamento e controle da produção, logística, ergonomia, dentre outras) e;
  • Complementar (abrangendo matérias de extensão ou desdobramento de matérias anteriores).

Informações Trabalhistas

Algumas importantes informações para a vida profissional ditadas pelo SENGE MINAS GERAIS (Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais) devido às assembléias e reuniões com representantes da legislação em vigor

  • Relações de Trabalho: A Constituição Federal e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelecem os direitos dos assalariados. No contrato e carteira de trabalho e no Acordo ou Convenção coletivas são fixados os direitos e deveres de empregados e empresas. A legislação profissional define a responsabilidade técnica do engenheiro.
  • Contrato de Trabalho: É um pacto firmado entre a empresa e o engenheiro. Este vínculo deve ser registrado pela empresa na sua Carteira de Trabalho. Somente com o registro de Engenheiro na Carteira de Trabalho é possível ter acesso aos direitos e benefícios da categoria.
  • Acordo Coletivo: É o acordo firmado anualmente entre sindicato representante da categoria e as empresas. Quando o acordo é feito com sindicatos patronais é chamado de Convenção Coletiva. Dentre outras coisas, o acordo trata de reajuste salarial, piso salarial, assistência médica, etc.
  • Convenção Coletiva: Acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis no âmbito das respectivas representações, às relações individuais do trabalho.
  • Data-Base: Data em que se inicia a vigência do acordo ou convenção coletiva de trabalho.
  • Greve: O Art. 9º da constituição Federal diz sobre a greve: "É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio ele defender."
  • Responsabilidade Técnica/Legislação: Lei 5194/66 .Art. 2º; O exercício no país, da profissão engenheiro... é assegurado a) aos que possuam diploma de faculdade de engenharia... sanções para quem não cumpre a legislação: Profissionais - advertência, multa ou suspensão. Civil - reparação dos prejuízos. Penais - em caso de culpa, sanção ou punição.
  • Piso Salarial do Engenheiro: Lei 4950 Art. 5º;... Fica fixado o salário base mínimo de 6 vezes o salário mínimo. Art. 5º;... Acrescidas de 25% as horas excedentes das 6 horas diárias.


Hoje(02/05/2007) Haverá aula de Química.
Local:Integração Colégio e Curso.
Horário: 20:30 hs
Assuntos: gráficos de mudanças de fases(continuação); alotropia e separação de misturas.
OBS: Trazer a apostila III.

Faça você também!!!

(UNICAMP-1999) Dois frascos idênticos estão esquematizados abaixo. Um deles contém uma certa massa de água (H2O) e o outro, a mesma massa de álcool (CH3CH2OH) . Dado: Usando-se uma bolinha de densidade adequada fez-se o seguinte experimento:
A- Qual das substâncias está no frasco "A" e qual está no frasco "B"? Justifique.
B- Considerando a massa das substâncias contidas nos frascos "A" e "B", qual contém maior quantidade de átomos? Explique.
OBS: Mande sua resposta para o E-mail: elyapodi@yahoo.com.br.


GEOGRAFIA


Mundo Bipolar e Globalização

Depois da 2a.Guerra Mundial, o mundo ficou praticamente dividido entre as "potências ganhadoras" da guerra: os Estados Unidos e a União Soviética. As atividades sócio-econômicas,políticas e militares estavam praticamente concentradas em torno desses dois países, que tinham regimes político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos, capitalista e a União Soviética, socialista. Ambos passaram a disputar áreas de influência geopolítica internacional. Apesar de acordos, ficou impossível não haver confronto entre eles. Foi a luta do capitalismo norte-americano contra o socialismo soviético. Isso provocou uma divisão política no mundo que se configurou BIPOLAR, outro fato importante decorrente dessa divisão, foi a chamada "Guerra Fria”.

FIM DA GUERRA FRIA

A crise do socialismo soviético, causada por:excessiva centralização do modelo administrativo, inadequada às transformações da produção e dos mercados, típicas da III Revolução Industrial; crescente defasagem tecnológica com relação ao Ocidente. O Japão supera a produção industrial soviética em 1982.Ascensão de Gorbatchev em 1985, que introduziu na União Soviética a:
-Perestroika: reforma do modelo econômico administrativo, baseada na remodelação da produção e na abertura para a entrada de capital estrangeiro;
-Glasnost: reforma política que determinou o fim do monopólio ideológico do PC.Afrouxamento dos laços políticos que mantinham o Leste Europeu sob hegemonia soviética, acompanhado de um significativo corte de gastos, com ajuda militar e econômica.Campanha internacional soviética pelo desarmamento nuclear, o que permitiu a redução dos gastos com orçamento militar e com a indústria bélica:
em 1986, a URSS declarou uma moratória unilateral dos testes nucleares;
em 1987, assinou com os Estados Unidos o INF (Intermediate Range Nuclear Forces), um acordo para eliminar mísseis de médio alcance na Europa e na Ásia;
em 1989, retirou as tropas do Afeganistão.
Queda do Muro de Berlim. Crise, desmembramento e fim da URSS, em 1991:
junho: extinção do Pacto de Varsóvia
julho: extinção do Comecon
agosto: golpe militar, tirando temporariamente Gorbatchev do poder
setembro: reconhecimento da independência das três repúblicas bálticas
dezembro: criação da CEI
dezembro: renúncia de Gorbatchev
Deslocamento do eixo geopolítico mundial: a questão ideológica (socialismo X capitalismo - bipolarização) é substituída pela questão econômica (ricos X pobres -conflito norte/sul) com três centos de poder econômico: Os EUA, a U.E e o JAPÃO.

l -NOVA ORDEM MUNDIAL

Com a queda do Muro de Berlim, o fim do Mundo Bipolar e da Guerra Fria, não significou a eliminação automática dos conflitos e dos atritos internacionais. O confronto hoje é muito mais econômico-comercial, do que político-ideológico. A nova ordem dos anos 90 e do final de século XX e início do século XXI, pode ser definida como uma ordem MULTIPOLAR. Isso quer dizer que atualmente existem vários pólos ou centros de poder no cenário mundial. Os "destinos do mundo" agora estão divididos entre os Estados Unidos, Japão e a União Européia , liderada pela Alemanha, que concentram ao seu redor, países ou grupo de países; formando blocos econômicos. Por esse critério, o "Mundo Multipolar"está assim distribuído:

1.BLOCO AMERICANO - liderado pelos Estados Unidos e que engloba os países da América;
2.BLOCO EUROPEU - liderado pela União Européia, com destaque para a Alemanha, envolvendo a Europa Ocidental, parte da Europa Oriental e a África.
3.BLOCO ASIÁTICO - tem o Japão como o país mais importante, e engloba o sul e sudeste asiático, além da Oceania.
Se observarmos o mapa do mundo, vamos perceber que existem áreas ainda não definidas dentro desse contexto sócio-econômico: parte do Oriente Médio, países da Comunidade dos Estados Independentes (ex-União Soviética) e parte da África , ainda não estão definidos em nenhum bloco de poder ( como os três citados acima), apesar de manterem relações com alguns países. A China, por exemplo, pode ser periferizada pelo Japão ou formar um outro grupo econômico, mesmo que secundário.

II - CRISES INTERNACIONAIS

Recessão e crise não são novidades: foram nove desde a II Guerra Mundial até hoje. Mas nenhuma se compara à Grande Depressão de 1929, quando a produção norte-americana caiu 30% e as taxas de desemprego chegaram a 25%, criando um problema mundial.A crise atual já é grave para alguns países, como a Indonésia, onde o PIB caiu 15% só em 1998. A crise asiática, que chegou à América Latina, esta fez despencar os índices de crescimento mundial. Veja os exemplos:
PAÍSES 1997 1998
Desenvolvidos______ 2,5__________ 1,8
Emergentes________ 4,9__________ 1,7
Ásia_____________ 5,9 __________ 1,8
EUA______________ 3,8__________ 2,3
China_____________ 12,1_________ 6,0
Mundo____________ 3,2__________ 2,0

A fuga de capitais é o que mais preocupa, pois vem gerando declínio econômico em vários países. Estados Unidos, Japão e Europa poderiam compensar esse processo se acelerassem seu crescimento econômico: não está claro se pretendem, ou mesmo se podem, tomar essa iniciativa.O comércio mundial, influenciado pela crise, tem apresentado uma forte queda, especialmente porque a Ásia, responsável por 25% do consumo das exportações mundiais (US$ 372 bilhões), está consumindo menos.O lento crescimento da economia japonesa, maior investidora e compradora da Ásia, tem contribuído para dificultar a superação da crise regional.A queda dos índices de crescimento do comércio mundial está afetando principalmente os países que dependem das exportações de commodities: apenas durante o 1º semestre de 1998, os produtos agrícolas sofreram queda de 12% de seu valor, e os metais, queda de 17%.O primeiro choque, ocorrido em 1997, deveu-se a desvalorizações cambiais elevadas, que afetaram os países dependentes de exportações. Agora, no segundo choque, estão entrando em colapso os sistemas bancários assentados em capitais especulativos, que realizaram maus investimentos: calcula-se que há mais de US$ 600 bilhões em empréstimos incobráveis. Pesquisa Prof .WaldemarEm 2001, a Argentina afundou-se numa crise de grandes proporções, que culminou na renúncia do Ministro da Economia Domingo Cavalo e do Presidente Fernando Del Rua ( dezembro ).

III– MERCOSUL CHEGA AOS DEZ ANOS EM CRISE

O Mercosul completa dez anos afundado na crise, como se tornou rotina ao longo de sua história. A ameaça de estagnação econômica na Argentina, a instabilidade política no Paraguai e problemas no comércio entre Brasil e Uruguai lançam dúvidas sobre a coesão do bloco, justamente quando seria necessária uma união para enfrentar a posição dos EUA na formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca)." O Mercosul hoje não é o que se imaginava, algo que traria um tremendo crescimento para os países associados", afirmou o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros. O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Osvaldo Douat, lamenta que, nesses dez anos, "não foram construídos os fundamentos para uma aliança estratégica" entre os empresários dos países. Os números da balança comercial mostram que o Mercosul ampliou as exportações do Brasil. Em 1990, as vendas para os sócios eram de US$ 1,320 bilhão, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento. Dez anos depois, chegaram a US$ 7,733 bilhões, uma expansão de 485,8%. A adoção do câmbio flutuante pelo Brasil, enquanto a Argentina permaneceu com sua moeda atrelada ao dólar americano, lançou o Mercosul em sua crise mais profunda, segundo apontam técnicos do governo. Depois da desvalorização do real, surgiu uma série de contenciosos entre Brasil e Argentina, como as barreiras impostas por aquele país à entrada de carne de frango e de açúcar. A principal razão: comparados aos argentinos, os produtos brasileiros ficaram mais baratos em dólar e, portanto, mais competitivos.(Texto do jornal O Estado de São Paulo)

AINDA HÁ SOLUÇÃO PARA O MERCOSUL?
Em artigo, Albert Fishlow, economista-sênior da Violy, Biorum & Partners Holdings de Nova York, diz que a população argentina não “agüentou” e a crise finalmente explodiu. Agora espera-se a ocorrência de eleições, a resolução do problema da dívida e a flutuação da moeda. Segundo ele, há várias lições para o Brasil assimilar, como a importância de uma política macroeconômica inteligente e constante, ao invés de procurar precipitadamente sucedâneos miraculosos. Fishlow acredita que o Brasil está ansioso para reativar o Mercosul. Entretanto, diz, o compromisso do país com o bloco não parece se estender inteiramente à Alca (Área de Livre Comércio das Américas). Segundo ele, agora que os EUA pretendem negociar com os países sul-americanos, o Brasil transmite hostilidade e desinteresse. Para Fishlow, o bloco renascerá quando a Argentina começar a se recuperar. ( JORNAL O Estado de S. Paulo)

IV – GLOBALIZAÇÃO

Processo de integração mundial que se intensifica nas últimas décadas, a globalização baseia-se na liberalização econômica: os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias que protegem sua produção da concorrência estrangeira e se abrem ao fluxo internacional de bens, serviços e capitais. A recente revolução nas tecnologias da informação contribui de forma decisiva para essa abertura. Além de concorrer para uma crescente homogeneização cultural, a evolução e a popularização das tecnologias de informação (computador, telefone e televisor) são fundamentais para agilizar o comércio, o fluxo de investimentos e a atuação das transnacionais, por permitir uma integração sem precedentes de pontos distantes do planeta. Em 1960, um cabo de telefone intercontinental conseguia transmitir 138 conversas ao mesmo tempo. Atualmente, os cabos de fibra ótica possuem capacidade para enviar 1,5 milhão. Uma ligação telefônica internacional de três minutos, que custava 244 dólares em 1930, é feita por 3 dólares no início dos anos 90. A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê para 2000 a existência de 300 milhões de usuários da internet e transações comerciais de mais de 300 bilhões de dólares.
Contrastes da globalização — O debate em torno dos efeitos colaterais da globalização e das estratégias para evitá-los aprofunda-se em 1999. Uma das conseqüências desse processo é concentração da riqueza. A maior parte do dinheiro circula nos países industrializados — apenas 25% dos investimentos internacionais vão para nações em desenvolvimento —, e o número de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia sobe de 1,2 bilhão, em 1987, para 1,5 bilhão, em 1999 (ver Distribuição de renda). O crescimento dos países emergentes em 1999 fica em torno de 1,5%, o pior desempenho em 17 anos. As exceções, China e Índia, são justamente as nações que dão ritmo mais lento à liberação comercial e à integração ao sistema financeiro internacional.Com a crise mundial, o preço das matérias-primas, produzidas em grande parte pelos Estados mais pobres, cai mais de 20%, trazendo perdas de 10 bilhões de dólares para a América Latina. Os países ricos, no mesmo ano, lucram 60 bilhões de dólares somente com a queda do custo do petróleo. A participação das nações emergentes no comércio internacional é de pouco mais de 30%. Algumas regiões estão à margem da globalização, como a Ásia Central, que representa apenas 0,2% das trocas, e a África sbsaariana (0,7%).O Banco Mundial aponta como causas para o distanciamento entre ricos e pobres o aumento das ações protecionistas promovidas pelos países ricos, a voracidade dos investidores e a fragilidade econômica e institucional das nações subdesenvolvidas. A receita usada para recuperar os mercados emergentes em queda — cortes orçamentários e juros altos — contribui para aumentar ainda mais a distância.
Correção de rumos — Tais desigualdades preocupam os organismos internacionais. A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) propõe o controle de capitais e desenvolvimento sustentado em contraposição ao Consenso de Washington, nome pelo qual ficaram conhecidos os princípios de liberalização financeira e comercial que caracterizam o neoliberalismo. A instituição, em conjunto com o Bird, têm um plano para abolir em 15 anos as dívidas dos 41 países mais pobres.Corporações transnacionais — A globalização é marcada ainda pelo crescimento das corporações transnacionais, que exercem papel decisivo na economia mundial. De acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano de 1999, das 100 maiores riquezas do mundo, metade pertence a Estados e metade a megaempresas. Reportagem da revista Fortune mostra que as dez principais corporações do mundo — General Motors Corporation, Daimler-Chrysler, Ford Motor, Wal-Mart Stores, Mitsui, ltochu, Mitsubishi, Exxon, General Electric e Toyota Motor — ganharam juntas 1,2 trilhão de dólares em 1998, valor 50% maior que o produto interno bruto (PIB) brasileiro. O faturamento isolado de cada uma dessas empresas é comparável ao PIB de importantes economias mundiais, como Dinamarca, Noruega, Polônia, África do Sul, Finlândia, Grécia e Portugal. Somente as ações da Microsoft, a principal empresa de informática do mundo, atingem em julho de 1999 valor de mercado equivalente a mais de 500 bilhões de dólares. Além de crescer em faturamento, as corporações tornam-se gigantescas também pelo processo de fusões, acelerado a partir de 1998.
As transnacionais implementam mudanças significativas no processo de produção. Auxiliadas pelas facilidades na comunicação e nos transportes, instalam suas fábricas em qualquer lugar do mundo onde existam melhores vantagens fiscais e mão-de-obra e matéria-prima baratas. Os produtos não têm mais nacionalidade definida. Um carro de uma marca dos EUA pode conter peças fabricadas no Japão, ter sido projetado na França, montado no Brasil e ser vendido no mundo todo.

BLOCOS ECONÔMICOS

ALCA — A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) surge em 1994 com o objetivo de eliminar as barreiras alfandegárias entre os 34 países americanos, exceto Cuba. O prazo mínimo para sua formação é de sete anos, quando poderá transformar-se em um dos maiores blocos comerciais do mundo. Com um produto interno bruto (PIB) total de 9,7 trilhões de dólares (1,2 trilhão a mais que a UE), os países da Alca somam uma população de 783,6 milhões de habitantes, o dobro da registrada na UE. Os Estados Unidos (EUA) propõem a implementação imediata de acordos parciais, com abertura total do mercado em 2005. Já o Brasil e o Mercosul prevêem grande dificuldade na adaptação de suas economias a essa integração e preferem dar início ao processo em 2005 ou até mesmo depois de 2005.

APEC — A Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) é um bloco econômico formado para promover a abertura de mercados entre 20 países e Hong Kong (China), que respondem por cerca de metade do PIB e 40% do comércio mundial. Oficializada em 1993, pretende estabelecer a livre troca de mercadorias entre todos os países do grupo até 2020.Membros: Austrália, Brunei, Canadá, Indonésia, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura, Coréia do Sul, Tailândia, EUA (1989); China, Hong Kong (China), Taiwan (Formosa) (1991); México, Papua, Nova Guiné (1993); Chile (1994); Peru, Federação Russa, Vietnã (1998).

ASEAN — A Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) surge em 1967, na Tailândia, com o objetivo de assegurar a estabilidade política e de acelerar o processo de desenvolvimento da região. Hoje, o bloco representa um mercado de 510 milhões de pessoas e um PIB de 725,3 bilhões de dólares. A eliminação das barreiras econômicas e alfandegárias entrará em vigor no ano 2002. Em 1999, a Asean admite como membro o Camboja.Membros: Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia (1967); Brunei (1984): Vietnã (1995); Mianmar, Laos (1997); Camboja (1999).

CARICOM — O Mercado Comum e Comunidade do Caribe (Caricom), criado em 1973, é um bloco de cooperação econômica e política formado por 14 países e quatro territórios. Em 1998, Cuba foi admitida como observadora. O bloco marca para 1999 o início do livre comércio entre seus integrantes.Membros: Barbados, Guiana, Jamaica, Trinidad e Tobago (1973); Antigua e Barbuda, Belize, Dominica, Granada, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Névis (1974); Suriname (1995). Bahamas torna-se membro da comunidade em 1983, mas não participa do mercado comum. O Haiti é admitido em julho de 1997, porém suas condições de acesso ainda não foram concluídas. Territórios: Montserrat (1974); Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Turks e Caicos (1991); Anguilla (1999).

CEI — A Comunidade dos Estados Independentes (CEI) é uma organização criada em 1991 que reúne 12 das 15 repúblicas que formavam a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Ficam de fora apenas os três países bálticos: Estônia, Letônia e Lituânia. Organiza-se em uma confederação de Estados, que preserva a soberania de cada um. A comunidade prevê a centralização das Forças Armadas e o uso de uma moeda comum: o rublo.Membros: Armênia, Belarus, Cazaquistão, Federação Russa, Moldávia, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Uzbequistão ; Azerbaidjão, Ucrânia (1991), e Geórgia(1993).

MERCOSUL — Criado em 1991, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) é composto de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, nações sul-americanas que adotam políticas de integração econômica e aduaneira. A origem do Mercosul está nos acordos comerciais entre Brasil e Argentina elaborados em meados dos anos 80. No início da década de 90, o ingresso do Paraguai e do Uruguai torna a proposta de integração mais abrangente. Em 1995 instala-se uma zona de livre comércio. Cerca de 90% das mercadorias fabricadas nos países-membros podem ser comercializadas internamente sem tarifas de importação. Alguns setores, porém, mantêm barreiras tarifárias temporárias, que deverão ser reduzidas gradualmente. Além da extinção de tarifas internas, o bloco estipula a união aduaneira, com a padronização das tarifas externas para diversos itens

NAFTA — O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) é um instrumento de integração das economias dos EUA, do Canadá e do México. Iniciado em 1988 por norte-americanos e canadenses, o bloco recebe a adesão dos mexicanos em 1993. Com ele, consolida-se o intenso comércio regional na América do Norte e enfrenta-se a concorrência representada pela UE. O Nafta entra em vigor em janeiro de 1994, com um prazo de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países.Membros: Canadá, EUA e México.

PACTO ANDINO — Bloco econômico instituído em 1969 pelo Acordo de Cartagena — seu nome oficial — com o objetivo de aumentar a integração comercial, política e econômica entre seus países-membros. Também é conhecido como Grupo ou Comunidade Andina.Membros: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru (1969); Venezuela (1973). O Chile sai em 1976. O Panamá participa como observador.

UNIÃO EUROPÉIA — Originada da CEE, a UE é o segundo maior bloco econômico do mundo em termos de PIB: 8 trilhões de dólares. Formado por 15 países da Europa Ocidental, conta com população de 374 milhões. Em 1992 é consolidado o Mercado Comum Europeu, com a eliminação das barreiras alfandegárias entre os países-membros. Aprovado em 1991, em Maastricht (Holanda), o Tratado da União Européia entra em vigor em 1993. É composto de dois outros — o da União Política e o da União Monetária e Econômica, que estabelece a criação de uma moeda única. Há cinco pré-requisitos para que os países sejam admitidos na União Monetária e Econômica: déficit público máximo de 3% do PIB; inflação baixa e controlada; dívida pública de no máximo 60% do PIB; moeda estável, dentro da banda de flutuação do Mecanismo Europeu de Câmbio; e taxa de juro de longo prazo controlada. No âmbito social são definidos quatro direitos básicos dos cidadãos da UE: livre circulação, assistência previdenciária, igualdade entre homens e mulheres e melhores condições de trabalho. O EURO, moeda comum dos países da U.E.começou a ser utilizado como moeda de referência em janeiro de 1999, e a circular normalmente em janeiro de 2002. A Suécia, Reino Unido e a Dinamarca ainda não adotaram a nova moeda. A partir de 2004, países do Leste Europeu, como a Polônia, Eslováquia, países bálticos, Eslovênia, Hungria e Chipre entrarão para a U.E.

DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO

Entende-se hoje por Divisão Internacional do Trabalho, a divisão das atividades entre os inúmeros países do mundo, especialmente entre os desenvolvidos (exportadores de bens manufaturados) que detêm o capital e o poder e os subdesenvolvidos (exportadores de matéria-prima), com mão-de-obra barata e geralmente com industrialização tardia. A Divisão Internacional do Trabalho(DIT), acentua, principalmente nos países capitalistas, as desigualdades existentes entre países pobres e ricos. Com o crescimento industrial de um grupo de países subdesenvolvidos após a 2ª Guerra Mundial, como o Brasil, Argentina, México e os tigres asiáticos, vem surgindo uma nova Divisão Internacional do Trabalho, que consiste na exportação de manufaturados por países do sul também conhecidos como emergentes.

Material elaborado por: Waldemar